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Projetos Vencedores

Conheça os projetos vencedores do 14º Prêmio Brasil Ambiental

Programa Raízes: Segurança Hídrica no Semiárido do Rio Grande do Norte

Empresa: CPFL Renováveis

Categoria: Responsabilidade Socioambiental

O projeto Segurança Hídrica consiste na implantação de sistemas de abastecimento e tecnologias socioambientais para que 807 famílias de nove comunidades dos municípios de João Câmara e São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte, tenham acesso à água para consumo, em suas residências, e para produção, em seus lotes e propriedades rurais.

Este projeto é parte do Programa Raízes, um amplo programa de investimento social privado desenvolvido pela CPFL Renováveis, que tem como objetivo principal contribuir para aumentar o impacto social, ambiental e econômico positivo nas comunidades onde a empresa atua em diversas regiões do Brasil.


Produção de Briquetes de Carvão a Partir de Resíduos Industriais

Empresa: Celulose Irani S/A

Categoria: Resíduos Sólidos

A IRANI em parceria com a empresa GTNH desenvolveu o projeto visando a destinação adequada do carvão oriundo da queima de biomassa na caldeira. A biomassa é um combustível que fornece flexibilidade e economia. Porém, durante sua queima são emitidos gases de combustão e partículas finas. Para controlar essas emissões atmosféricas a Celulose Irani instalou um sistema de lavagem de gases na chaminé da caldeira, o qual é destinado à retenção úmida de partículas oriundas do processo de combustão. Pela ação de chuveiros, a água é pulverizada para reter todo material particulado que o gás arrasta durante a combustão gerando como resíduo sólido o carvão.

O carvão oriundo desse processo, que antes era destinado ao aterro, é transformado em carvão vegetal, sendo este nomeado como Carvão Ecomais. Os briquetes de carvão Ecomais são uma mistura de finos de carvão com aglutinantes, capaz de substituir com eficiência o gás, a energia elétrica, o carvão vegetal, o carvão mineral e a lenha. São mais econômicos, devido ao seu rendimento e eficiência superiores ao carvão convencional. Mais compactos, mais ecológicos – sua queima tem chamas limpas e sem fumaça. Podem ser usados em churrasqueiras, fornos a lenha, aquecedores e lareiras.


Sistema de Semáforos Inteligentes de Niterói

Empresa: Engie Brasil Participações

Categoria: Inovação

Localizada na região metropolitana do Rio de Janeiro, a cidade de Niterói tem o índice de desenvolvimento humano (IDH) mais alto do estado, não obstante, sofre das condições difíceis de trânsito. Para melhorar o bem-estar dos seus 499.028 cidadãos e de todos os motoristas na cidade, a prefeitura de Niterói implementou o Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Social (PRODUIS) de 2014 a 2018. No setor da mobilidade urbana, o programa tem como foco a melhoria do tráfego em geral, a partir da modernização do sistema de operação e controle semafórico dos principais corredores estruturais do Município, com o apoio financeiro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no valor R$ 19,1 milhões. A cidade de Niterói é uma das cidades brasileiras com o trânsito mais congestionado do Brasil, com um aumento de 78% do tempo de deslocamento durante as horas de pico, o recorde nacional no Brasil, e uma frota de 290 000 veículos que continua crescendo cada ano. A intensidade dos problemas de trânsito em Niterói justifica a implementação de soluções inovadoras e eficientes para aliviar o tráfego, aumentar a qualidade de vida e promover a sustentabilidade.

Errata: Durante a Cerimônia de Premiação o nome do projeto vencedor na categoria Inovação da empresa Engie Brasil Participações foi anunciado erroneamente. O nome correto é: “Sistema de Semáforos Inteligentes de Niterói”


Redução de cianobactérias utilizando tecnologia disruptiva

Empresa: O2eco Tecnologia Ambiental

Categoria: Empreendedorismo Sustentável

A Tecnologia O2eco foi implantada em um lago do Parque da Cidade de São José dos Campos – o maior parque urbano da cidade. Trata-se de um conjunto de hidrocarbonetos e oligoelementos inertes à água e que realizam a bio-estimulação de bactérias benéficas ao corpo hídrico proporcionando o equilíbrio e despoluição do mesmo. Produzida na Austrália é importada para o Brasil. Possui patentes registradas em 11 países.

A bio-estimulação é uma remediação que não utiliza elementos químicos que interajam com a água e nem bactérias exóticas aos sistema, deixando-o vulnerável a ação de elementos de fora do corpo hídrico em questão. A disruptividade da tecnologia está justamente neste ponto, trazendo benefícios ambientais e financeiros pois a aplicação e o dimensionamento são melhores adequados à realidade brasileira.


Aplicação do caroço de açaí como substituto ao coque de petróleo

Empresa: Votorantim Cimentos N/NE S/A

Categoria: Emissões Atmosféricas

A produção de polpa de açaí é uma das principais atividades econômicas do estado do Pará, seja realizada por batedores artesanais que concentram sua atenção no atendimento ao público local, ou por grandes indústrias que escoam sua produção para o restante do Brasil e mercado externo. O Pará se posiciona como o maior produtor mundial de açaí, com safra anual ultrapassando 1 milhão de tonelada. No entanto, a produção de polpa vem acompanhada da geração do caroço de açaí que representa cerca de 85% do fruto, até então em sua maior parte descartado em locais inadequados. Nesse contexto, surgiu a ideia da aplicação do caroço de açaí como combustível substituto do coque verde de petróleo em fornos de clinquerização, parte componente do processo de produção do cimento. O caroço de açaí passa por processos de secagem visando a redução da umidade, antes da sua utilização como combustível. A utilização promove a economia circular, reduz a emissão de gases causadores do efeito estufa, substitui um combustível fóssil por um renovável, agrega valor a um material até então pouco utilizado, gera renda para batedores e indústrias e cria uma cadeia de negócios para coleta, preparação e fornecimento de uma biomassa, além de minimizar os impactos ao meio ambiente e sociedade ocasionados pelo descarte inadequado do caroço.


Projeto de conservação do ecossistema de restinga na região norte fluminense – Porto do Açu

Empresa: Prumo Logística S.A.

Categoria: Ecossistemas

O litoral brasileiro possui cerca de 9.000 km de extensão e é colonizado por comunidades vegetais diversificadas, que em função dos fatores ambientais locais como topografia, proximidade do mar, condições do solo e profundidade do lençol freático, formaram as comunidades vegetais litorâneas conhecidas como Restingas.

Devido ao intenso uso desde o período colonial, a ocupação humana nas planícies costeiras do sudeste brasileiro suprimiu áreas representativas das restingas em fragmentos de diversas formas e tamanhos. Essa modificação da paisagem passou por diferentes ciclos como o madeireiro, da cana-de-açúcar, bovinocultura e, mais recentemente, interesses imobiliários e industriais. Como forma de reverter os danos causados pelas ações de avanço urbano/industrial vários projetos de restauração florestal e de obrigação legal têm sido implantados para minimizar o impacto nestes ambientes.

Nesse contexto, encontra-se o Complexo Portuário do Açu, localizado estrategicamente no norte do Estado do Rio de Janeiro a aproximadamente 150 km da Bacia de Campos, onde 80% de petróleo e gás brasileiros são produzidos. O Complexo conta com dois Terminais dotados de infraestrutura operacional, e possui uma retroárea de 90 km² onde se prevê a implantação de atividades industriais, tais como: apoio à mineração, carga geral, contêineres, granéis líquidos e sólidos, bases de apoio offshore entre outros. Sua implantação gerou e continuará gerando uma grande demanda de compensação florestal ao ecossistema de restinga.

Assim, o Projeto de Conservação do Ecossistema de Restinga, implementado pela Porto do Açu Operações S.A (subsidiária da Prumo Logística Global) foi criado, inicialmente, para atender os compromissos de compensação assumidos no âmbito dos processos de licenciamento ambiental do Complexo Portuário do Açu. Este projeto não só permitiu iniciar a implantação do empreendimento como também garantiu a proteção do maior e mais bem conservado remanescente do ecossistema de restinga no litoral de São João da Barra/RJ, através da criação da Reserva Particular do Patrimônio Natural Caruara (“RPPN Caruara”). Cabe destacar que apenas 30% das áreas da RPPN Caruara encontravam-se degradadas, sendo utilizadas para plantios compensatórios. Logo, 70% da área da RPPN está dedicada à conservação da biodiversidade local, configurando uma ação adicional às obrigações legais.


Emissão Zero Efluentes Líquidos

Empresa: Sofitel Guarujá Jequitimar

Categoria: Água

O prédio do Sofitel Guarujá Jequitimar inicialmente consumia água da concessionária pública e enviava o seu efluente para tratamento público. Como em várias cidades do Brasil, na Baixada Santista o sistema público faz um tratamento primário, e envia este efluente para o mar via Emissários Submarinos.

O impacto ambiental decorrente desta prática é notório e bem visível, pois esta ação tem contribuído para a mitigação da degradação em vários trechos d’água.